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Pesquisa “Os Impactos da Covid-19 para as Pequenas Empresas”

Pesquisa “Os Impactos da Covid-19 para as Pequenas Empresas”

Pandemia PMES

Os impactos da Covid-19 e os passos para a retomada das pequenas empresas

Hoje queremos trazer para você um resumo do estudo sobre “Os impactos da Covid-19 e os passos para a retomada das pequenas empresas”.

Este estudo foi elaborado em parceria por: Resultados Digitais, Endeavor Brasil e Pequenas Empresas, Grandes Negócios, com o principal objetivo de gestores e líderes, não só de Pequenas e Médias empresas, poderem refletir e tomar as melhores decisões.

Os dados da pesquisa Panorama PMEs: os impactos da Covid-19 e os passos para a retomada foram coletados entre os dias 14 e 29 de maio de 2020. A disponibilização deste formulário aconteceu nos canais de comunicação (mídias sociais, email marketing e newsletter) dos realizadores da pesquisa – Resultados Digitais, PEGN e Endeavor. Foram consideradas válidas 1447 respostas. Nível de confiança de 95%. Margem de erro foi de 3%.

O estudo apresentado a seguir foi dividido em 4 grandes frentes, em ordem:

  1. Qual o impacto que a Covid-19 já teve nas PMEs e scale-ups
  2. As principais medidas e ações tomadas pelas empresas até agora
  3. Do que as PMEs ainda sentem falta, quais são as necessidades mais urgentes
  4. Como os empreendedores e líderes de PMEs enxergam o futuro e como se preparam para a retomada

Abaixo você poderá ler as principais informações. E para acessar o estudo completo clique aqui.

 

Impacto Atual nas Pequenas Empresas

Uma crise de grande magnitude como a que estamos vivendo afeta, cedo ou tarde, a maioria das empresas, em diferentes aspectos. Algumas são afetadas imediatamente (como o caso de companhias aéreas, restaurantes, academias). Outras são menos afetadas no início, mas devem sofrer esse impacto ao longo dos meses.

Um dos principais indicadores de impacto é o aumento ou redução da receita operacional do negócio. Para a maioria das PMEs, o impacto aqui é sentido no curto e médio prazo. A receita é a métrica que fala sobre vendas ou contratos recorrentes. Na crise, muitas empresas tiveram diferentes níveis de dificuldade em vendas.

E o impacto vem em forma de queda nas receitas no período da crise. Aproximadamente 77,7% das empresas entrevistadas tiveram impacto negativo na receita, sendo que aproximadamente 40% do total de respondentes tiveram redução em mais de 40% da receita, considerado pela nossa equipe muito agressivo. 20% das empresas não tiveram impacto negativo em receita, sendo que 13,5% dos entrevistados tiveram algum tipo de impacto positivo.

O impacto é maior ou menor de acordo com o segmento/indústria. A crise afeta as empresas de diferentes formas, de acordo com o segmento. Por exemplo, a intensidade das viagens diminuiu, o que acaba afetando a cadeia de toda a indústria de aviação/turismo/hotéis.

Por outro lado, empresas de outros segmentos acabam sofrendo impacto menor ou até se beneficiando. As pessoas ainda continuam com as necessidades básicas, como alimentação e higiene pessoal. A diferença para muito do que é considerado básico está na forma de compra: cada vez mais digital.

Medidas já tomadas pelas Pequenas Empresas

Orçamento e metas: a maioria das PMEs revisou o plano financeiro do ano. O período impactou negativamente e com muita intensidade todos os setores: 3 em cada 4 PMEs reduziram o orçamento de despesas.

Reduzir o quadro de funcionários foi medida adotada por 40% das PMEs. A média geral que forma o resultado da pesquisa mostra que se tratando da medida de realizar demissões, 49,8% das empresas dizem que o contexto de crise ainda não afetou este tópico, enquanto 8,8% ainda destacaram que aumento no tamanho da equipe.

“Tivemos que desligar uma parte significativa do time. Fomos pegos por um cenário avassalador, principalmente para o setor de turismo. Vimos as companhias aéreas reduzirem as operações em 90% e o cancelamento das viagens no Brasil chegar a 85%. As forças externas foram maiores do que minha capacidade humana e esforço para tentar evitar os impactos no nosso time”, Max Oliveira, CEO da Max Milhas.

Negociação de contratos com fornecedores e cortando despesas não essenciais. Na pesquisa, 49,7% das empresas já acionaram o plano de renegociação enquanto a crise perdurar. Mas somando com as empresas que devem adotar de forma permanente, prevendo os problemas que vão enfrentar daqui para a frente, esse percentual sobe para 65,6%.

Acessar capital é uma das principais necessidades das empresas. Metade das das PMEs precisará buscar financiamento nos próximos meses, seja ele para capital de giro, pagamento de fornecedores e principalmente folha de pagamento. O estudo constatou também que 45,7% já planejavam acessar capital antes da crise.

 

 

Transformação digital: o impacto da crise em acelerar tendências de digitalização das pequenas empresas

A crise que vivemos tem uma característica diferente de outras: ela começa de uma crise sanitária, que tem diminuído o fluxo de pessoas fora de suas residências. Se por um lado o consumo diminui, a tendência é que pessoas que antes compravam em lojas na rua ou empresas que faziam visitas a clientes, pelo menos durante a crise, passassem a realizar compras ou negociações remotamente, seja pela internet, telefone ou outro meio.

Ainda que as preocupações das empresas estão principalmente em relação a aprimorar os processos de marketing e vendas e ao fluxo de caixa, migrar para ambientes digitais é o terceiro tópico mais relevante dentre os entrevistados.

52,4% das empresas não mudaram seu modelo de venda para o ambiente digital, enquanto os outros 47,6% sim. Desses últimos, 36,5% indicaram na pesquisa que devem adotar essa mudança de forma permanente.

Diversos bares, restaurantes e demais empresas do segmento alimentício passaram a suprir a demanda do público a partir dos sites, aplicativos e até mesmo usando redes sociais como Instagram e WhatsApp. Farmácias estão enfatizando a entrega em domicílio. Outras empresas estão apostando no modelo drive-thru para entregar produtos para os clientes que esperam nos carros.

 

Trabalho remoto é um dos planos de contingência mais acionados durante a crise

Na pesquisa, 76,4% das empresas declararam que o uso de trabalho remoto e horários flexíveis foi uma medida adotada neste período de pandemia, e por isso muitos profissionais estão agora trabalhando da sua própria casa.

Mesmo que para muitas empresas, apenas uma parte da equipe tem condições de estar remotamente, a tendência do trabalho remoto foi adotada por muitas empresas que, em um contexto normal, não teriam feito a mudança. A maior parte, 47,5%, indicaram que a adoção dessa modalidade de trabalho será mantida apenas enquanto a crise perdurar.

Entretanto, para 28,9% das empresas, a tendência de trabalho remoto deve ser integrada permanentemente na operação depois que a vida voltar a um patamar próximo do que tínhamos antes.

 

 

Principais necessidades

O impacto que a crise traz faz com que rapidamente boa parte das empresas tomem medidas na tentativa de suavizá-lo. Ainda por conta deste impacto, surgem novas necessidades, que não estavam previstas no planejamento inicial para o ano de 2020.

A dificuldade em prever a duração da crise faz com que as necessidades sejam diferentes para cada negócio. Por exemplo, muitos restaurantes adotaram o sistema de delivery para continuar atendendo seus clientes.

Logo se vê a necessidade de trazer parte da experiência para o remoto, como o cardápio e meios de pagamento. À medida que a crise se estende, a comunicação de novos pratos ou tipos de serviço se faz por meios digitais, como as redes sociais e websites.

 

Futuro e prioridade na retomada

Quando é falado de impacto, medidas e necessidades, é inevitável pensar no contexto atual que as empresas vivem. Mesmo com todas as medidas possíveis sendo tomadas, a crise deixará marcas (em alguns casos, bastante profundas) na nossa economia e nas nossas empresas.

Temos consciência de que a crise afeta a saúde econômica dos negócios. Para parte das PMEs, o impacto pode ser grande a ponto de encerrar as operações do negócio.

Entretanto, para todas aquelas que sobreviverem e para as que estão nascendo neste momento, há perguntas importantes a serem feitas: e agora? Como será o mundo? Quais devem ser minhas prioridades?

 

Após a crise, será preciso testar novas estratégias para o negócio

Há uma percepção comum a quase todos os respondentes desta pesquisa: o mundo como conhecemos está se transformando e haverá um “novo normal” após o Covid-19. Com essas mudanças há uma previsão de que haverá um longo período de recessão na economia, de acordo com 85% dos respondentes que concordaram com essa afirmação. Há um grande número de respondentes, 71%, que também concordam que os “clientes terão dificuldade de compra/pagamento no curto e médio prazo”.

Assim, mais de 85% disseram que vão precisar testar novas estratégias para o negócio. Isso inclui mudanças no modelo de negócios, novos produtos, novos canais de vendas e relacionamento.

O relacionamento com os clientes também será essencial. 78,2% das PMEs concordam que “Meus canais de relacionamento serão primariamente digitais” e 85,8% das empresas concordam que “marketing de conteúdo será mais representativo na estratégia da empresa”.

 

Conclusão da pesquisa

O objetivo dessa pesquisa é dar uma visão ampla do ambiente de PMEs no Brasil. Foi buscado apresentar, com profundidade, dados que evidenciem o impacto do Covid-19 até agora nas PMEs, as principais medidas tomadas pelas empresas, as necessidades ainda existentes e como as empresas enxergam o futuro e se preparam para a retomada.

Se você quer ler a pesquisa completa, com o apoio dos gráficos no texto, clica aqui.

 

 

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Olá,
Meu nome é Tamires :)

Ótimas leituras.
Se precisar de algo é só me chamar!